Bom Dia Peruíbe

Bom Dia Universo

Essa é pra quem gosta de pedalar. Todo pedalante sabe como é bom sentir o ventinho na cara descendo uma serra de bike em direção ao mar. Infelizmente não é possível fazer isso pela Imigrantes. Apesar de expressamente escrito na código de trânsito brasileiro que todo ciclista pode trafegar pelo acostamento das rodovias, quem for tentar descer pela Imigrantes provavelmente será barrado pela polícia rodoviária federal. Que fazer então? Opções: Estrada de manutenção, Mogi-Bertioga e Régis Bittencourt.

Já tinha feito duas primeiras, então fui pela Régis! Foi no fim de 2011 em uma viagem que eu fiz com minha agora aposentada Caloi 10 Ventania. Sai de São Paulo à meia-noite e cheguei em Peruíbe às onze enfrentando a noite, o frio e os caminhões da dura Régis Bittencourt. Dura por não ter a segurança mínima para seus usuários. O acostamento em diversos pontos some como se fosse mágica e os caminhões que parecem mais locomotivas sobre rodas quase te derrubam ao passarem cinco ou dez centímetros do guidão da bike. Mas fui com a cara e a coragem. Lá pelas seis da manhã amanheceu e eu peguei a descida mesmo, de 20 km com vento na cara e alegria por ver o amanhecer serra abaixo. O ponto em que a situação fica mais fácil é o trevo que dá acesso ao litoral. São quase sete horas de rodovia até ele. A partir daí é preciso pedalar toda a Padre Manoel da Nóbrega até Peruíbe, mas de forma mais tranquila, sem muitas locomotivas buzinando. Também é possível admirar os bananais dos dois lados da rodovia. O acostamento dela é complicado. De lama, pedra solta e de vez em quando desaparece. Mas o fluxo de veículos é bem menor. Cheguei por lá com sol, cerveja, comida apimentada e bem saborosa. Eram onze da manhã. Banho quente e praia.

O Trajeto total é de aproximadamente 180 quilômetros a partir da estação Butantã do metrô de São Paulo. Para quem quiser ir, esteja preparado. Ótima forma física, experiência em estradas, bem iluminado se for à noite e com um companheiro ou em grupo. A Régis é traiçoeira. O segredo é se equilibrar na linha branca e estar em dia com o Orixá. Só quem pedala sabe o prazer que é chegar na praia de bicicleta e poder curtir o mar depois de uma grande batalha. E pensar que os portugueses tinham que subir a serra do mar a pé ou carregados pelos índios. Nada melhor que ir de bike! Até a próxima.

Lucas Ramalho

Image

Anúncios

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s