A Casa em Fogo

English Version

A Casa em Fogo House on Fire
O Senhor [Buda] respondeu ao Venerável Sariputra:
Numa certa aldeia, vila, cidade, distrito, província, reino ou capital vivia um chefe de família, velho, de idade avançada, decrépito de saúde e forças debilitadas, mas rico, abastado e próspero. A sua casa era grande, tanto em extensão como em altura, e era antiga, construída havia muito tempo. Era habitada por muitos seres vivos, uns duzentos, trezentos, quatrocentos ou quinhentos. Tinha uma única porta. Era coberta de palha, os terraços tinham desmoronado, os alicerces estavam podres, as paredes, as telas entrelaçadas e o reboco estavam num estado adiantado de decomposição. De repente irrompeu uma grande labareda, e a casa começou a queimar por todos os lados. E aquele homem tinha muitos filhos jovens, cinco, dez ou vinte, e foi ele quem conseguiu sair da casa.
“Quando viu a sua casa toda em chamas com aquela grande quantidade de labaredas, o homem sentiu medo e tremeu, sua mente ficou agitada, e ele pensou consigo mesmo: ‘Eu, é verdade, fui bastante competente para correr porta afora e fugir da casa incendiada, com rapidez e segurança, sem ser molestado, nem chamuscado pelas grandes labaredas. Mas e meus filhos, meus rapazes e meninos? Ali, nessa casa em fogo, eles brincam, praticam esportes e se divertem com toda espécie de jogos. Não sabem que a moradia está em chamas, não compreendem, não percebem, não dão atenção às chamas, e por isso não sentem nenhuma perturbação. Embora ameaçados por esse grande [incêndio], embora em íntimo contato com tanto mal, eles não prestam atenção ao perigo, nem se esforçam para sair’.”
Tirado de The Saddharmapundarika, em Buddhist Scriptures, Edward Conze, ed. (Harmondsworth, Middlesex, Inglaterra: Penguin Books, 1959).
Estamos vivendo em uma época paradoxal. Graças à internet, temos abundância de informação, de conhecimento, de exemplos, de histórias e ao mesmo tempo tudo isso não está sendo utilizado. A internet, ao invés de ser uma ferramenta auxiliar da nossa incrível realidade se tornou ela mesma uma nova realidade, uma segunda ou primeira vida. O imenso potencial que ela representa continua sendo apenas um imenso potencial. Na verdade a internet é vista apenas como um passatempo para muita gente. Para acessar redes sociais, assistir resumos de novelas e vídeos engraçados. Talvez as pessoas não consigam ter a noção do quão mais significativa ela pode ser. Dela poderia emergir uma nova realidade, mais clara, mais abundante, mais rica, mas tudo que ela fez foi escurecer ainda mais a visão do receptador, pois é assim que a maioria dos usuários se comporta em relação a ela. A busca por informações preciosas, melhora de conhecimento, produção de material relevante e aplicação prática de aprendizados é mínima em comparação com o uso banal que se faz dela.
Muitas pessoas sequer sabem fazer uma pesquisa nos mecanismos de busca, aliás nem sabem que existem diversos mecanismos de busca e não apenas um. A título de exemplo, um mecanismo de busca desconhecido de muitos sobretudo aqui no Brasil é o duckduckgo.com que respeita a privacidade, não censura conteúdos e não rastreia suas buscas para te vender um produto que se encaixe nos termos de sua pesquisa. Também muita gente desconhece outras fontes de informações que não sejam a Mainstream Media, desconhecem sites como o jimstonefreelance.com, naturalnews.com, truthsector.net, www.thrive-living.net, e muitos outros por aí afora que publicam material de conteúdo extremamente relevante para o momento atual. A maioria deles é inglês obviamente, mas atualmente sem inglês, não se chega muito longe.
São pessoas que não se atrevem a investigar por conta própria aquilo que é disseminado na telinha. Não vão atrás para pesquisar mais informações sobre os atentados de 11 de setembro, aceitam aquilo que foi dado como tal e não buscam outros pontos de vista (que pode ser visto em http://www.911truth.org/ ou digitando Dimitri Khalezov + 911 no youtube). Aceitam os jornais anunciando uma nova vacina contra o ebola, mas nem sequer param pra pensar se as vacinas são realmente seguras ou quantas pessoas ficaram doentes após tomarem vacinas (mais aqui http://comcept.org/tag/movimento-anti-vacinacao). Talvez nem saibam que a própria existência do ebola é contestada aqui e também nem parem pra pensar que o caso ebola talvez seja algo muito diferente do que se imagina, indicios aqui. Desconhecem que a prata coloidal é muito mais eficiente e menos agressiva que os antibióticos no tratamento de doenças ou que a vitamina C poderia salvar vidas de pessoas com febres hemorrágicas similares a do suposto ebola. Por fim o mais importante é que desconhem de fato, não isso ou aquilo, mas a si mesmas, a sua capacidade de contestar aquilo que é passado como sendo verdade e desconhecem o pontencial que elas tem quando decidem fazer algo de forma diferente pelo menos uma vez na vida. O problema não está na internet em si, neste oceano de desinformação, mas na cabeça de quem usa a internet, no seu senso crítico já embotado, na sua curiosidade quase morta, nas suas mentiras aceitas como verdades, nos seus hábitos nocivos e enfadonhos, enfim o problema é que a casa está pegando fogo, e todos parecem estar se divertindo como os filhos daquele chefe de família que morreram no incêndio da casa de palha.

Lucas Ramalho

Anúncios

2 respostas para “A Casa em Fogo”

  1. “Aceitam os jornais anunciando uma nova vacina contra o ebola, mas nem sequer param pra pensar se as vacinas são realmente seguras ou quantas pessoas ficaram doentes após tomarem vacinas (mais aqui http://comcept.org/tag/movimento-anti-vacinacao). ”

    A prova que muita gente nem sequer se tenta informar realmente sobre o que existe na net, é que o Lucas Toccacelli nem reparou que o link está a desmentir o que diz sobre as vacinas.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Parabéns meu caro. Este link foi intencional. Eu poderia muito bem colocar um site que fosse antivacinação, mas queria realmente ver se há pessoas que prestam atenção ao que leem.

      Apesar de parecer contraditório, o site em si adota uma postura de ceticismo que todos nós precisamos ao navegar pela net e na vida em geral. Não quero que você acredite no que eu escrevo, mas desejo que você encontre por conta própria o que é verdade dentro e fora de ti.

      Eu não abraço nenhuma bandeira, não sou militante de nenhuma causa perdida, mas sou compromissado com a verdade aonde quer que ela esteja. Eu não defendo totalmente o fim da vacinação, reconheço os avanços que tivemos como na questão da paralisia infantil, por exemplo, mas sempre tomo muito cuidado com o que é tido como seguro para ser utilizado como vacina. Mais uma vez, obrigado por ler o texto.

      Mister Luram Toccacelli

      Curtir

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s