Rodeo e San Juan

Bom Dia Universo!

Viajamos 14 dias pelo centro-oeste da Argentina: San Juan, Rodeo, Pismanta, Dique Cuesta Del Viento e Ullum, lugares pouco visitados por turistas e até mesmo por argentinos.

A viagem foi de carro saindo de Buenos Aires dia 24 de agosto. 1100 km nos separavam de San Juan. 16 horas de viagem com uma dormida de 4 horas em posto de gasolina. Apenas 1 policial nos parou e de forma gentil nos deixou seguir.

A cidade é bem receptiva. Ficamos na casa de uma amiga. Diversos conhecidos e amigos nos convidaram para ótimos assados e para tomar os bons vinhos da região. Recomendo fortemente a Bodega El Milagro que fica em Albardón, 12 km de San Juan com seus vinhos de Cosecha Tardia naturalmente doces.

Nos arredores, o dique de Ullum é obrigatório. É possível ir de ônibus e curtir o lindo visual. A trilha do Cerro das 3 marias é tranquila para iniciantes. Prepare a câmera e se estiver calor, meta-se nas águas.

Rodeo fica a 200 km de San Juan. Há linhas de coletivos regulares, fomos de carro pela rota 149, com um visual incrível. No entanto, ela chega aos 2600 metros em seu trecho mais alto e pode enjoar um pouco. Rodeo deve ter uns 6 ou 7 habitantes haha! Brincadeira, mas é de fato uma vila com uma população bem reduzida. Possui 3 rádios locais e alguns restaurantes. O circuito mundial de Kitesurf rola por lá em fevereiro. A cidade se enche. De clima seco, chuva por lá é ouro. O vento constante garante a diversão no dique Cuesta del Viento.

Cada minuto por lá vale a pena. Pouco turística, a região se mantém autêntica com costumes bem interioranos. Não há muito pressa, a hora da sesta dura incríveis 4 horas das 13h às 17h. A punta de espalda é o corte tradicional, delicioso e raro de encontrar em outro lugar. O doce de Alcayota (abóbora-chila) é uma iguaria doce típica de região.

Ainda dentro da cidade, a palmeira de dois troncos é única no mundo! Praças bonitas, asséquias e monumentos completam a obra. Está pra ser inaugurado em outubro um dos maiores teatros da Argentina por lá.

A região vai fazer parte do futuro corredor bioceânico que vai conectar o Chile (La Serena) a Porto Alegre de forma direta. Ótima opção pra quem quer conhecer um lugar ainda não tão explorado.

By Lucas Ramalho

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Independência? Um dia!

Chegará o dia em que serão livres os brasileiros. Num futuro próximo ou distante, acordará toda a gente desse terrível pesadelo de escravidão. Somos nação ou inação? País ou divisão?

Chegará o dia em que seremos livres da ambição de sociedades ocultas, de falsos governantes e dívidas alheias. Brasil é rico por natureza e naturalmente vive na pobreza.

Não houve grito de independência, apenas um chiado da realeza de uma colônia indefesa. Somos colônia, já se passaram 500 anos! Só que agora não sabemos quem é o rei! Servos do quê? Do não sei! De vassalos que entregam nossas riquezas para famílias além!

Nada é por acaso, eu sei. Temos de palhaço dessa nação um temer maçom, joker cosplay! Não é à toa não, que seu nome (Michel Miguel Elias Temer Lulia) traz o número do ladrão:

Elias: 5 + 3 +9 +1 +1 = 19 = 1 + 9 = 1

Temer: 2 + 5 + 4 + 5 + 9 = 25 = 2 + 5 = 7

Lulia: 3 + 3 + 3 + 9 + 1 = 19 = 1

Lá no púlpito dessa Igreja Brasil, temos o chefe do covil, vassalo de uma ordem sutil, que há mais de 200 anos inventou uma ilusão que chamou de liberdade, uma  gaiola que chamou de sociedade e uma ditadura que chamou de democraCia!

Independência? Um dia!

By Lucas Ramalho

A Parábola da Semente

A Semente

Eu era uma semente. Você me jogou no seu quintal meio sem jeito e disse:

– Vamos ver se vai nascer!

Você não me regou e até me esqueceu, mas por um milagre eu nasci e você disse:

– Olhe! Nasceu. A semente vingou!

Mas você não me nutriu e nem se preocupou com a luz do sol, com o frio ou com a água, meu alimento, mas por um milagre eu cresci e você disse:

– Essa planta está crescendo, acho que ela deve se virar sozinha, espero que não infeste o meu quintal.

Mas eu não infestei o quintal e continuei a crescer e por um milagre até dei lindas flores na primavera e você disse:

– Vou arrancar essas flores para dar de presente.

Mas você se cortou nos meus espinhos, me praguejou e me xingou. Você arrancou alguns galhos importantes pra mim, mas por um milagre eu continuei a crescer e você me esqueceu.

Muito tempo depois, um dia você olhou pro quintal e reparando em mim disse:

– Veja só! Até que deu frutos essa árvore. Mas devem ser azedos e alguns estão até podres. Logo vão atrair insetos e pragas. Vou ter que cortar essa árvore!

Mas você não me cortou. Já estava tudo preparado pro meu dia final quando você por um milagre teve que se mudar de casa. A nova família que chegou ficou encantada comigo e escolheu a casa também pela minha presença. As crianças brincavam nos meus galhos, os jovens colhiam os meus frutos, os adultos cuidavam de mim e todos enfim recebiam de coração alegre aquilo que eu vim compartilhar com eles nessa Terra.

Vês? Apesar de tudo: dos seus desleixos, dos xingamentos, das pragas, da indiferença e das críticas desnecessárias, eu nasci, cresci, me fortaleci, dei flores e frutos e finalmente encontrei aqueles merecedores deles.

Por um milagre você teve que ir antes de mim, mas eu não guardei mágoas, nem te critico por isso. Cada um dá o que tem na despensa. Mesmo com todos os seus atos ruins, você teve uma atitude muito boa: você me jogou no chão para que eu pudesse nascer e eu te agradeço profundamente por isso: muito obrigada!

Ass: A Semente

By Lucas Ramalho

Juliana

São 3 horas de uma noite de verão

De joelhos no tapete segue firme Juliana

Rezando, invocando, clamando em oração:

Me livre dos deuses do chão!

Me livre dos deuses do chão!

 

Não é fácil de entender

Eles tem sede de prazer

Querem teu sangue beber

Querem te ver sofrer. Ó Juliana!

 

Pobre humana, pobre humanidade

São cobaias de mestres insaciáveis

Cavaleiros da alta sociedade

Humanos, desumanos, intocáveis

 

Há sinais nos céus e nos jornais

Há sonhos e pesadelos fatais

Que são reais e mais reais

Que simples notícias banais

 

Os deuses tem sede. Ó Juliana!

O espírito santo usa manto negro

E vai tirar o teu sossego

E vai te deixar insana.

 

Pra entender este mundo, é preciso ser louco

Não um pouco, não apenas um pouco

Mas completamente louco

 

Está tudo ao contrário, ao revés

Nada que te contaram é como é

Criaram um labirinto pra você

 

E fizeram você acreditar. Ó Juliana!

Que você é ser humana, livre e racional

Criaram todo um dama, até passou no jornal

Que você é ista, que você é isto:

Terrorista, comunista, anarquista, nazista, racista, classista, sexista.

Você está à vista, mas já foi vendida a prazo antes mesmo de nascer

Suas coisas não são suas, nem você é de você

 

Sua raiva é alimento parra os deuses do chão

Seu medo é o tempero da ração

Sua dor é néctar e apreciação

Sua morte é grande refeição

 

Não tenha medo, não tenha medo. Ó Juliana!

Descubra o caminho pra sair do labirinto.

Ele termina no fim do sofrimento.

Ele acaba quando você enxergar a luz de cima

E a luz que vem do sul

O labirinto é uma esfera plana e azul

 

Te prenderam aqui na Terra, Ó Juliana

Os deuses do chão amam você

E vão fazer de tudo pra você não saber

Que tudo é uma história pra te entreter

 

Você é Deusa. Ó Juliana!

És muito mais que o labirinto

És mais divina que os deuses do chão

Porque você tem luz!

 

A luz não alimenta as trevas

Por isso se escondem os deuses do chão

Matai a todos sem perdão

Fazei da luz a tua oração!

 

Que a fé te guie na senda escura

Que nenhum inimigo possa combater

A força divina que te cura

E que te faz vencer

 

Deixai os vermes para os deuses do chão

Deixai aqueles que querem morrer

Tu és eterna em vida e coração

Nada pode te abater!

 

Lucas Ramalho

Buenos Aires

Mundo Metafísico

Mundo Metafísico

 

Mundo metafísico, que será isso?

O que está além do que pode ser visto ou sentido?

O que está escrito nas entrelinhas?

 

Será mesmo que há algo que não se vê normalmente?

Será através de meditações, concentrações, rituais e plantas de

poder que é possível acessar este mundo?

 

O que não foi dito

O que não foi mostrado

Talvez seja mais óbvio que pensamos

 

Não é nada de metafísico

É físico mesmo, muito físico

É natural e simples como uma folha

Mas não é visto normalmente

Não porque é acessível a poucos

Mas porque aprendemos a não ver

Foram anos de condicionamento

Para que não pudéssemos ver

Um show inteiro foi colocado a nossa frente

Então não podemos ver os camarins

O que está por trás da cortina

 

O espetáculo é outro

Mas não é metafísico

Metafísico é justamente isso que vemos diariamente

Isso que chamamos de realidade

Essa vida ordinária que levamos

Essa nossa rotina é metafísica

 

É por isso que buscamos plantas, meditações, rituais,

Queremos ver o que é real

O que está por trás do show

 

E de que nos serve tudo isso?

Para nos distrair

Outro show nos foi mostrado

Tão metafísico quanto esse que vivemos e nada disso é real

 

Então? Onde está o real?

Na ausência.

 

É somente quando estamos ausentes

Quando saímos do show

Que podemos ver de fato

 

Querer ver nos impede de ver

Querer saber nos impede de saber

Querer ser nos impede de ser

 

Porque querer implica no eu e o eu não é real

 

Porque há tanta infelicidade no mundo?

Porque devotamos o tempo para o eu e ele não existe

 

A felicidade tem de emanar

Como um perfume naturalmente

 

Não pode ser forçada ou forjada

Comprada, conquistada ou receitada

Ela apenas emana

 

Para que emane é preciso que não haja nada que possa confundi-la

Qualquer outro odor deve se extinguir

É preciso jogar tudo fora

 

É a partir daí que naturalmente a folha emana seu perfume

É a partir daí que naturalmente a vida surge

É a partir daí que naturalmente a metafísica acaba

 

SR Lucas, 2015.       

 

Ovo

Você estava a caminho de casa quando morreu. Foi em um acidente de carro. Nada muito chamativo, mas infelizmente fatal. Você deixou sua esposa e duas crianças. Foi uma morte sem dor. Os paramédicos tentaram de tudo para te salvar, mas em vão. Seu corpo foi completamente destruído, foi melhor ter morrido, pode acreditar. E foi aí que você me conheceu.

“O que-… o que aconteceu?” Você perguntou. “Onde estou?”

“Você morreu,” Eu disse, com naturalidade. Não fazia sentido conter as palavras.

“Havia um caminhão.. e ele derrapou..”

“Isso aí,” Eu disse.

“Eu.. Eu morri?”

“É. Mas não se sinta mal. Todo mundo morre,” Eu disse.

Você olhou em volta. Não havia nada. Só eu e você. “Que lugar é esse?” Você perguntou. “Isso é o paraíso?”

“Mais ou menos,” Eu disse.

“Você é Deus?” Você perguntou.

“Isso ai,” Respondi. “Eu sou Deus.”

“Meus filhos… minha mulher,” você disse.

“O que tem eles?”

“Eles ficarão bem?”

“É isso que eu gosto de ver,” Eu disse. “Você acabou de morrer e sua maior preocupação é a sua família. Isso é mesmo uma coisa boa.”

Você olhou pra mim com um certo fascínio. Pra você, eu não parecia com Deus. Eu aparentava ser um homem qualquer. Ou uma mulher. Uma figura autoritária meio vaga, talvez. Mais como um professor de português do que o Todo Poderoso.

“Não se preocupe,” Eu disse. “Eles ficarão bem. Seus filhos lembrarão de você como um pai perfeito em todos os sentidos. Eles não tiveram tempo de sentir algo ruim por você. Sua mulher vai chorar, mas vai ficar secretamente aliviada. Pra ser sincero, seu casamento estava desmoronando. Se serve como consolo, ela vai se sentir muito culpada por se sentir aliviada.”

“Ah..” Você disse. “Então o que acontece agora? Eu vou para o Céu, pro Inferno ou alguma coisa do tipo?”

“Nenhum dos dois” Eu disse. “Você vai reencarnar.”

“Ah,” você disse. “Então os Hindus estavam certos,”

“Todas as religiões estão certas de alguma forma,” Eu disse. “Venha comigo.”

Você me seguiu enquanto caminhávamos pelo vazio. “Aonde estamos indo?”

“A lugar nenhum específico,” Eu disse. “Só gosto de andar enquanto conversamos.”

“Então que sentido isso faz?” Você perguntou. “Quando renascer, eu vou esquecer tudo, não é?” Um bebê. Então todas as minhas experiências e tudo que fiz nessa vida não significaram nada.”

“Não é por aí!” Eu disse. “Você tem dentro de você todo o conhecimento e experiências de todas as suas vidas passadas. Você só não lembra dessas coisas agora.”

Eu parei de andar e coloquei as mãos em seus ombros. “Sua alma é mais magnífica, linda e gigantesca do que você possa imaginar. Sua mente humana pode apenas entender uma pequena fração do que você é. É como colocar o seu dedo em um copo d’água e ver se está quente ou frio. Você coloca uma pequena parte de você em jogo, e quando tira, você percebe que aprendeu tudo que podia por lá.

Você foi um humano nos últimos 48 anos, então ainda não deu tempo de você perceber o resto da sua imensa consciência. Se nós ficarmos aqui por muito tempo, você começará a lembrar de tudo. Mas não faz sentido fazer isso entre cada vida.”

“Quantas vezes eu já reencarnei, então?”

“Ah, muitas. Muitas e muitas. E em muitas vidas diferentes.” Eu disse. “Dessa vez, você será uma camponesa chinesa no ano 540 D.C.”

“Es-espera aí, como?” Você gaguejou. “Você está me mandando de volta no tempo?”

“Bem, tecnicamente. Tempo, da forma como você conhece, só existe no seu universo. As coisas funcionam de outro jeito de onde eu venho.”

“De onde você vem?” Você disse.

“Ah claro, ” Eu expliquei “Eu venho de algum lugar. Um lugar diferente. tem outros como eu. Eu sei que você quer saber como é lá, mas honestamente, você não iria entender.”

“Ah,” Você disse, um pouco desanimado. “Mas espera. Se eu reencarno em diferentes lugares no tempo, eu poderia ter interagido comigo mesmo alguma vez.”

“Claro. Acontece o tempo todo. E já que as duas pessoas tem apenas consciência da sua própria vivência, você nunca sabe que está acontecendo.”

“Então, qual é o sentido?”

“Ta falando sério?” Perguntei. “Sério? Você está me perguntando o sentido da vida? Isso não é meio clichê?”

“Bem, é uma pergunta plausível,” Você persistiu.

Eu te olhei nos olhos. “O sentido da vida, motivo pelo qual eu criei todo o seu universo, é para que você amadureça.”

“Você tá falando da humanidade? Você quer que nós amadureçamos?”

“Não, somente você. Eu fiz todo esse universo para você. Para que em cada nova vida você cresça, amadureça e se torne um intelecto maior.”

“Só eu? E as outras pessoas?”

“Não há mais ninguém,” Eu disse. “Nesse universo, só existe você e eu.”

Você me olhou com um olhar vazio. “Mas e todas as pessoas da Terra…”

“Todos são você. Diferentes encarnações de você.”

“Que? Eu sou todo mundo?”

“Agora você está entendendo.”, Eu disse, te dando uma tapinha nas costas.

“Eu sou todo ser humano que já viveu?”

“Ou que irá nascer, sim.”

“Eu sou Abraham Lincoln?”

“E você é John Wilkes Booth, também, ” Completei.

“Eu sou Hitler?” Você disse, horrorizado.

“E também é os milhões que ele matou.”

“Eu sou Jesus?”

“E também é todos que o seguiram.”

Você ficou em silêncio.

“Toda vez que você enganou alguém, ” Eu disse, “você estava enganando a si mesmo. Cada ato de bondade que você teve, foi feito para consigo mesmo. Cada momento feliz e triste que você teve com qualquer pessoa foi, e será, aproveitado com você.”

Você ficou pensando por um longo tempo.

“Por quê?” Você me perguntou. “Por que fazer tudo isso?”

“Porque algum dia, você será como eu. Porque é isso que você é. Você é um dos meus. Você é meu filho.”

“Nossa,” você disse, incrédulo. “Quer dizer que sou um Deus?”

“Não, ainda não. Você é um feto. Você ainda está crescendo. Quando tiver vivido todas as vidas humanas em todas as eras, você terá crescido o suficiente para nascer.”

“Então todo o universo,” você disse, “é somente…”

“Um ovo.” Respondi. “Agora é hora de você ir para sua próxima vida.”

E eu enviei você de volta.

By Andy Weir

9 coisas que se aprende Vivendo em Buenos Aires

Brasileiros estão por toda parte, não é mesmo? Vivendo em Israel, na África, na Ásia, Europa e sobretudo nos Estados Unidos. Saiba que a experiência de viver em outro país é muito interessante e muito diferente de visitar outro país! As necessidades do turista e do morador não são as mesmas. Por exemplo, o morador não faz tanta questão de sair desesperado em busca de visitar as atrações turísticas de Buenos Aires. Ao invés disso, conhece os lugares pouco a pouco. Quem mora começa a aprender os códigos e a partir daí ganha uma nova dimensão pra sua experiência de viver em outro país. A partir de agora, vou descrever 9 coisas que aprendi vivendo em Buenos Aires.

  1. Não troque reais em casas de câmbio e muito menos em bancos. Não use o seu cartão de crédito ou débito para sacar pesos, isso é, na prática ser roubado pelo governo brasileiro e argentino. Sacando em caixas eletrônicos aqui de BA obtive uma cotação 2,91 pessoas para cada real. Em cambistas, a cotação para o dia de hoje (28/06) girava em torno de 4,40.
  2. Se você está de carro, não estacione nas ruas do micro centro jamais. A GRUA vai levar seu carro, custe o que custar. Quem assistiu relatos selvagens (2015) sabe do que eu estou falando.
  3. Se embriague no vinho. Um vinho habitual custa em torno de 25 pesos, o que vale aproximadamente 6 reais. Mais barato do que uma Brahma. No Brasil, custa 40 reais o mesmo vinho vendido aqui. Turistas de viagem rápida geralmente não tem tanto tempo pra apreciar diversos vinhos, mas os brazucas que moram aqui não devem deixar de tomar o seu vinho habitual. O coração e a cabeça agradecem.
  4. Perca-se pelas ruas. Andar por Buenos Aires pode ser bem agradável. Aqui existem calçadas diferentemente do Brasil em que ninguém sabe o que é calçada. Em geral as calçadas são todas acessíveis em BA e não tem grandes desníveis ou buracos. Um dia ensolarado merece uma boa caminhada pelos bairros de Puerto Madero, Recoleta e Palermo.
  5. Conheça os arredores. Tigre, La Plata, Parque Pereira, Lujan, Pilar. Há muito que ver além do que se vê habitualmente como turista de última hora.
  6. Frequente lugares inusitados. Quando foi que algum turista brazuca aqui em Buenos Aires visitou a villa 31 ou alguma outra favela ou entrou no Jockey Club ou comeu um churrasco argentino na Costanera com direita a Cumbia ou foi até o Mercado de Tapiales?  Muitos poucos, certo. Estar nesses lugares dá um ar mais autêntico às situações e nos dá outra perspectiva à respeito das pessoas, das circunstâncias e da cultura argentina!
  7. Respeite a cultura local. Não precisa falar muito, certo? Você está em outro país, com outros costumes, outros códigos. Então antes de criticar ou até mesmo desrespeitar algo, tente aprender os códigos. O que pros brasileiros é comum e certo, aqui é visto como desrespeito e vice-versa.
  8. Aprenda a falar espanhol. Pros argentinos que nunca tiveram contato com português, o nosso idioma é como se fosse russo. Não tente forçar a barra falando português, entrando em uma loja ou pedindo informações como se estivesse no Brasil. Saber falar o mínimo já é sinal de que você respeita o lugar em que pisa. Ninguém aqui na Argentina é obrigado a entender português.
  9. Carpe Noctem! Buenos Aires é uma cidade noturna, bem noturna. Jantar ou ir para a balada depois das 3 da manhã é normal. Temos que se adaptar a essa realidade ou ao menos tentar hehe. Por tudo isso, viva a possibilidade de morar em outro país, outra cidade e aprender coisas que jamais aprenderia morando onde nasceu. Agradeça todo dia por viver uma outra realidade, uma outra dimensão do viver. Se é melhor ou pior depende de quem vê. Salud y Pesetas!

Lucas Ramalho