O Guia do Viajante

O que é necessário para se viajar de forma independente pelo mundo?

Alguns diriam que basta ter dinheiro no bolso, por a mochila nas costas e ir até o aeroporto mais próximo com passagem só de ida. A princípio sim. Mas será que é tão simples assim para todos?
Provavelmente não. Justamente por isto que este site serve como uma referência para aqueles que buscam ter uma idéia melhor de como é por o pé na estrada. Primeiramente precisamos responder a seguinte questão: por que viajar de forma independente? Não seria muito mais simples ir até uma agência de viagens e comprar um pacote com tudo pago?
Depende de que tipo de viajante você é. Se você busca apenas lazer com o máximo de conforto, sem se importar com o preço a pagar, então é isso que você deve fazer. Pare de ler esta seção do site e corra à agência de viagens mais próxima de você. Mas se você sente que viajar representa algo mais do que apenas ficar mofando na piscina do hotel ou fingindo que está ouvindo aquele guia chato falando, então este site pode ser muito útil para você.
Há diversas questões em jogo. Do ponto de vista econômico uma viagem independente pode sair dez vezes mais barata do que através de uma agência. Geralmente hotéis e pacotes reservados com antecedência pela internet ou pela agência tendem a sair mais caros do que se negociados in loco. Os próprios hotéis das operadoras são mais caros, sem contar a comissão. Outra questão é o tempo. Se você quer viajar por seis meses ou mais, quanto mais longa a viagem, mais complexa a sua organização através de uma agência e mais cara ela se torna por causa disso. Para um viajante independente isto não é um problema já que uma característica essencial dele é a flexibilidade. Um viajante independente não tem um roteiro fixo, dificilmente reserva hotéis, bilhetes de trem e de avião com muita antecedência já que nunca se sabe o que irá acontecer no dia de amanhã. E se você não gostou do lugar, mas seu bilhete de trem é pra daqui três dias? E se você encontrou alguém especial hoje, mas amanhã precisa partir? A viagem é feita de encontros.
Veja. É óbvio que o viajante tem uma idéia do que quer e gosta de fazer em cada lugar, a questão é que ele não engessa o roteiro. Foi assim que eu passei 3 semanas em Koh Rong, ilha fantástica do Camboja, sem planejar nada. Da mesma forma passei 2 semanas cada em 2 cidades indianas espetaculares que eu sequer conhecia antes de ir. Encontrei uma brasileira em Jaipur, na Índia, que estava arrependida de ter comprado todos os bilhetes de trem com antecedência. Quando queria ficar mais tempo, tinha que partir e quando não gostava do lugar, tinha que ficar. Namorei e também viajei com amigos diversas vezes nesta viagem de um ano e meio justamente por adaptar meu roteiro. Cheguei a viajar um mês com um amigo da França na África, sendo que eu nem o conhecia antes. Da mesma forma na Índia viajei um mês com uma namorada francesa justamente por ter esta flexibilidade.
Tudo bem. Mas e se eu estiver viajando em grupos ou com meu parceiro? Não vou querer encontrar tanta gente. Isto é uma grande discussão no mundo das viagens. No fundo depende do que cada um procura. Se você quer apenas encher a cara com seus amigos ou com seu parceiro ou parceira por uma semana, a flexibilidade então reside justamente em conciliar todas as atividades a serem feitas um com o outro. Para uma viagem mais longa é diferente. Primeiro é importante notar que as pessoas mudam quando estão viajando. Uma viajante que encontrei em Barcelona disse que tinha começado a viagem com uma boa amiga e duas semanas depois já estavam separadas. Da mesma forma na África encontrei uma senhora que começou a viagem com uma outra que conhecera pela internet. Depois de uma semana já estavam uma em cada canto do país. Eu particularmente não tenho medo de estar só, já que é quando eu me exponho mais, conheço mais pessoas, aprendo melhor o inglês, espanhol, francês. A verdade é que dificilmente viajamos sozinho, sempre haverá pessoas cruzando nosso caminho o tempo todo. Além disso nunca se esqueça que as pessoas enriquecem a nossa viagem independente de estarmos sozinhos ou não. O fato é que em grupos grandes nos tornamos menos sociáveis com os outros ao nosso redor. Acabamos nos sentido mais seguros e nos expomos menos. Obviamente que há exceções principalmente por sermos brasileiros. Alguns poderiam dizer que justamente por estarmos em grupo nos sentimos mais confiantes de interagir. Pode até valer para uma noite de festa, de pegação. Mas no dia seguinte temos que seguir o roteiro que o grupo planejou ou cair fora.
Uma outra questão é a da descoberta, da aventura. Os viajantes estão sempre em busca do inesperado, do desconhecido. Afinal é para isso que estamos fora de nossa zona de conforto, de nosso país, de nossa língua habitual. Passeios de agências programados em grupo com guia já tem uma certa previsibilidade e segurança. Em geral há menos contato com a cultura local e quando há, pode apostar, é pra inglês ver. Quem já não foi na Amazônia visitar “tribos” perto de Manaus? Aquelas danças que eles fazem são justamente para entreter turistas. Nada real. Diferente de ir por conta própria visitar uma tribo não habituada com os turistas. Mas como eu vou encontrar a tribo ou qualquer outro lugar? Aí que está o xis da questão. De onde você tira as informações que necessita? Livros, guias, viajantes, nativos. Novamente é questão de gosto. Há aqueles que não saem na rua sem o Lonely Planet. Eu sempre entrei em contato com os nativos. É preciso conversar com muitos deles, principalmente se você está em um local não habituado com turistas. Mas aí que está a graça, é o contato com os locais que enriquecem nossa viagem. Também os próprios viajantes podem nos dar uma ajuda valiosa, principalmente por não terem interesses comerciais, nos dão uma visão mais realista do que é e do que não é. Para isso é preciso interagir, conversar. E Por fim a internet, sempre ela, é o grande oráculo do viajante.
Bem já deu pra perceber que tem muita água pra rolar sob a ponte do viajante. Este texto foi apenas uma pequena introdução do que é ser um viajante independente. Aqueles que querem se aprofundar devem consultar as seções seguintes e por fim entrar em contato comigo por email se desejarem uma consulta particular com quem já cruzou o céu e o inferno e voltou pra ajudar aqueles que querem fazer a travessia. Lembre-se que Informação vale ouro para um viajante independente. Melhor então sair munido dela antes do que pagar mais caro lá fora.
E o Medo de Viajar?
Saindo da Matrix?
Como Levar Dinheiro na Viagem?
Como Ganhar Dinheiro Viajando?
Onde se hospedar?
Para Onde Viajar?
O Que Levar na Mochila?
Meios de Transporte?

Lucas Ramalh0

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2 respostas para “O Guia do Viajante”

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