Saindo da Matrix

Guia do Viajante: A Zona de Conforto

O Primeiro passo para um viajante começa na mente. Ter vontade de viajar é um estado de espírito. Se não houver curiosidade e coragem para querer descobrir o que está além, então não há viagem. É muito fácil ir a mesma praia todos os anos, ficar na piscina do hotel ou condomínio. Porque não há desafio. Já sabemos como é ir até a Praia Grande ou mesmo até o Rio de Janeiro. Cruzar as fronteiras do país já requer um pouco mais de coragem. E geralmente aqueles que vão, por não querer enfrentar ou se preocupar com todo este desafio, decidem então delegar para uma agência de viagens a responsabilidade pelo planejamento dela. E é justamente isto que um viajante independente não quer, delegar a responsabilidade pela própria viagem. Ele quer ser responsável por ela, pelas próprias escolhas, é desta forma que se aprende viajando, sem precisar por a culpa na agência ou no guia quando as coisas dão errado.
Viajar é uma oportunidade única de transformação. É um exercício de coragem de se colocar em situações que jamais se viveria ficando em casa. É muito mais fácil se esconder atrás da tevê, assistindo a mesma novela e o mesmo jornal todos os dias, todos os anos. Mas “tempus fugit”, o tempo voa imperdoável. De repente esta zona de conforto serve apenas para esconder a pequena dor diária de não viver. É óbvio que em geral não se pode viajar o tempo todo. Mas há sempre uma oportunidade, uma janela para exercitar o desconhecido. É justamente aí que se deve sair da zona de conforto.
Geralmente começamos perto, com uma viagem não muito longa, mas pouco a pouco acabamos sendo mordidos pela pulga de viajar. Como diz o ditado: uma longa viagem começa com um único passo. Este primeiro passo é dentro da cabeça, quando abrimos a janela do quarto e pensamos fitando o infinito: o que ele esconde? O que está além desta minha rotina monótona? Não há como responder esta pergunta sem se atrever, sem coragem de mergulhar no desconhecido. Na vida tudo começa quando nos comprometemos a realizar algo. A partir daí, as peças do quebra-cabeça vão pouco a pouco se encaixando e de repente nos descobrimos no meio de Nova Deli, Índia, tentando cruzar uma das loucas avenidas da cidade, sem contramão, sem calçada, com vacas, bicicletas, motos e triciclos no meio da pista. Viver este desconhecido, este desconforto depois nos fará rir das situações e sentir que valeu a pena cada instante, mas na hora sempre pensamos: o que eu estou fazendo aqui?
– Estou saindo da matrix, da minha zona de conforto. Tempus Fugit!

Como levar dinheiro na viagem?

Lucas Ramalho

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s